Resumo
Na cidade de São Paulo temos contato direto com inúmeras
etnias e suas culturas. Este artigo apresentará o impacto do multiculturalismo
em nosso dia-a-dia.
Palavras-chave:
multiculturalismo, cotidiano, história, origens, bagagem cultural, influência
Abstract
In the city of São Paulo we have direct contact with
countless ethnicities and their cultures. This paper presentes the impact of
multiculturalismo in our daily lives.
Keywords:
multiculturalism, daily routine, history, origins, cultural baggage, influence
1.
Introdução
Pretende-se, a partir deste artigo, gerar uma conscientização
em torno do tema da influência africana na sociedade brasileira da atualidade.
2.
Desenvolvimento
Você já ficou zangado com um marimbondo por
ter lhe picado, e saiu xingando muito e com um tamanco na mão para matá-lo? Essa é uma situação comum em nosso país de
clima tropical, mas é graças à cultura africana que frases como essa podem ser
construídas. Todas as palavras destacadas no primeiro parágrafo são de origem
africana, trazidas para nós em navios cargueiros em uma das fases mais sombrias
da história brasileira: o regime escravocrata. Esse período estará para sempre gravado em
nossa origem como sociedade, no nosso DNA e em nossos hábitos culturais. Hoje
em dia já não conseguimos desvincular o simbolismo do que é ser brasileiro da
bagagem cultural fornecida pelos diversos povos que deixaram a África a força,
porém sem se desgarrarem de suas raízes.
Além da etimologia, que deu origem à boa parte
da língua portuguesa como a conhecemos hoje, há registros da influência
africana nas mais diversas áreas, como construção, agricultura, pecuária,
gastronomia, música, religião...Segundo Alberto da Costa e Silva, autor do
livro “A enxada e a lança”, o processo de migração forçada mudou nosso modo de
viver. “Devemos aos africanos a forma de construir uma casa rústica, técnicas
agrícolas e pecuárias, a maneira de peneirar ouro nos garimpos, o modo de nos
comportarmos, de gostar de rua”. Hábitos e práticas desenvolvidas no período
colonial, até pouco antes do final do império, onde a escravidão era cena comum
em nosso país, são mantidos até hoje mesmo nas grandes cidades, como São Paulo.
Apesar de ainda serem estigmatizadas, não é
incomum vermos pessoas adeptas as religiões africanas, como o Candomblé. Na
Bahia, um dos maiores polos culturais de nosso país, quase toda a base
culinária e musical provém dos quilombos. Não podemos esquecer que a capoeira também
veio da África, mas agora é tão associada ao Brasil quanto o futebol!
Não conhecer ou não respeitar o continente
africano como uma parte fundamental na criação do Brasil é ignorar nossa origem
e nosso cotidiano. Incorporamos e nos apropriamos sem grande
dificuldade de todos os benefícios culturais trazidos para cá, mas esquecemos
do mais importante: os donos de tudo isso. Apesar de toda essa riqueza
histórica, os afrodescendentes estão longe de viver com igualdade e respeito
nos dias atuais. Principalmente nos grandes centros urbanos, onde, em sua
maioria, vivem à margem da sociedade. Cabe a nós, brasileiros, enquanto
descendentes, fomentar a informação e o ensinamento da história valorizando e
engrandecendo todos esses aspectos acima discutidos.
3. Considerações finais
Sabe-se que a cultura é um bem imensurável na
construção do caráter e personalidade de cada indivíduo. Sendo assim, torço
para que cada vez mais as pessoas tenham conscientização e valorizem esse
aspecto imaterial como um verdadeiro patrimônio brasileiro, sem esquecer jamais
o motivo dessa miscigenação cultural. Que celebremos a diversidade, mas que não
reprisemos um passado sombrio de imigração forçada como base histórica.
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Disponível em: https://raizdosambaemfoco.wordpress.com/2015/07/17/palavras-de-origem-africana-no-vocabulario-brasileiro/.Acesso em: 25 set. 2018.
Agradecimentos
À professora Beatriz Regina Pires Zaragoza,
pelo auxilio e orientação na escolha do tema e pela paciência e determinação em
nos fazer evoluir quanto alunos e profissionais.
Trabalho entregue em 25 de setembro de 2018.
Texto original de: Thamiris Fagundes Coutinho
E-mail: thamifcoutinho@gmail.com
Texto original de: Thamiris Fagundes Coutinho
E-mail: thamifcoutinho@gmail.com
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