Thais Barbosa de Lima ¹
RESUMO:
O presente
artigo se refere a falta de representatividade da mulher na indústria cinematográfica
especificamente com a mulher afro descendente, no mundo do cinema, existe
apenas uma pequena parcela de mulheres atuando, produzindo, escrevendo, e uma
parcela menor ainda da mulher negra.
Palavras chaves: Mulher, afro descendente, cinema,
representatividade, mercado de trabalho.
Quando se
assiste filmes ou series, às vezes é possível que se deixe passar batido, quem
estar por trás das telas como diretores, roteiristas, produtores, e afins, e
também não repara na falta de representatividade feminina negra dentro das telas,
mas isto não muda o fato que a desigualdade de gênero e racial existe neste
mercado. De acordo com o site Nó de Oito, uma pesquisa realizada em 2016
pela New York Films Academy, “nos bastidores, de 61
executivos, apenas 13 são mulheres, assim como de 375 Filmes feitos
pelos Big Six entre 2010 e 2014, apenas 13 foram dirigidos por
mulheres”. Mas imagina só, que nesses dados, não identificam a etnia dessas
mulheres, quantas mulheres afro descendentes estão envolvidas nisso? Isso
também se reflete nas telas, a pesquisa também revela que “enquanto 79% dos
protagonistas são homens, 21% são mulheres,” dessa porcentagem, quantas são
mulheres afro descendentes? De acordo com o site,
Lara Vascouto escritora do Nó de Oito diz que “Apenas 6 dos
500 maiores filmes de todos os tempos tiveram mulheres não brancas como
protagonistas, sendo que 5 desses filmes foram animações. Em 2003, menos de 5%
dos filmes estrelaram mulheres não brancas”. Além disso, existem as grandes
premiações neste meio como o Oscar e o Emmy e mais uma vez existe a
falta de pessoas negras nas categorias para concorrer. De acordo com o site
prosa livre “A falta de indicados negros é um reflexo da própria exclusão dessa
população dentro da própria instituição do Oscar. Um estudo de 2012 do jornal LosAngeles
Times mostra que negros possuem pouca representação na Academia, respondendo
por apenas 2% dos membros.
O mesmo
documento afirma que eles são 94% brancos e 77% homens. Isso ajuda a entender,
também, a falta de mulheres nas categorias de direção, por exemplo” Jan,
2016.
A falta de
representatividade dessas mulheres é alta e por mais que atualmente, as pessoas
estão prestando mais atenção neste assunto, continua sendo pouco para que de
fato tenha uma mudança significativa.
Representatividade feminina no filme
Pantera Negra
Em fevereiro de
2018, foi lançado um filme chamado Black Panther - (Pantera Negra), um filme
que mostra a vida no Reino de Wakanda. Por mais que o protagonista seja um
homem negro T’challa/Pantera Negra (Chadwick Boseman) o filme teve destaques
femininos muito importante, Ramonda (Angela Basset
), Rainha e mãe do Protagonista, Shuri (Letitia Wright) irmã mais nova e desenvolvedora das ferramentas mais tecnológicas do reino de Wakanda, General Okoye (Danai Gurura) líder do exercito Dora Milaje totalmente composto por mulheres negras e Nakia (Lupita Nyong’o) espiã que ajuda outras mulheres em situação de escravidão.
), Rainha e mãe do Protagonista, Shuri (Letitia Wright) irmã mais nova e desenvolvedora das ferramentas mais tecnológicas do reino de Wakanda, General Okoye (Danai Gurura) líder do exercito Dora Milaje totalmente composto por mulheres negras e Nakia (Lupita Nyong’o) espiã que ajuda outras mulheres em situação de escravidão.
Cada uma delas,
não se prendem a estereótipos que a indústria cria especialmente para o perfil
negro, como por exemplo: “a Escrava, a Empregada, a Barraqueira e a Melhor
Amiga Arretada”
Grandes Premiações
O Protagonismo
com mulheres negras em filmes e séries é pequeno e essa limitação de estereótipos
para as atrizes é uma barreira enorme, pois não permite um desenvolvimento
maior de seus personagens, que reflete na falta de prêmios para atrizes negras
em grandes premiações como Oscar e Emmy.
De acordo com o
site Prosa livre “Em 87 anos de premiação, foram 2.900 indicados ao Oscar.
Desse número, apenas 32 negros ganharam a famosa estatueta dourada. Entre eles,
somente 14 atores e atrizes ganharam o reconhecimento por seus trabalhos na
atuação. Porém, muitos venceram interpretando papéis estereotipados como
escravos, pessoas abusivas ou submissas.”
O site Nó de Oito relata sobre a primeira mulher negra
a receber o Emmy como melhor Atriz. “A atriz Viola Davis foi a primeira
mulher negra a ganhar a maior premiação da televisão americana para a categoria
de Melhor Atriz. Halle Berry foi a única mulher negra até hoje a ganhar um
Oscar de Melhor Atriz – a maior premiação do cinema americano. (...) outras
(poucas) mulheres negras – entre elas, Uzo Aduba, Lupita Nyong’o e Jennifer
Hudson – ganharam seus prêmios como Atrizes Coadjuvantes. E eu faço
questão de ressaltar isso porque existe uma diferença fundamental entre os
prêmios de Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante.
Isso nos leva a
algo muito importante que Davis disse em seu discurso “A única coisa que separa
mulheres negras de qualquer outra pessoa é a oportunidade. Não
é possível vencer um EMMy por papéis que simplesmente não estão lá”. Davis,
Viola, 2015.
O cenário está mudando para as atrizes afro descendentes,
mas elas aindam precisam de mais oportunidades, se isso ocorrer de fato, mais
Violas Davis aparecerão para mostrar seu talento e força ao mundo e todos
ganham com isso.
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FONTE: Gender inequality in Film - New York Academy (https://www.nyfa.edu/film-school-blob/gender-enequality-in-film/)
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| FONTE: Gender inequality in Film - New York Academy (https://www.nyfa.edu/film-school-blob/gender-enequality-in-film/ |
REFERÊNCIAS:
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¹ Artigo apresentado como trabalho parcial para a disciplina “Pesquisa em Comunicação” ministrada pela Profa. Beatriz Regina Pires Zaragoza.
Graduando em Comunicação Social, Curso Publicidade e Propaganda do FIAM FAAM Centro Universitário. Email: Thaislima53@gmail.com.


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