terça-feira, 13 de novembro de 2018




A IMPORTÂNCIA DA REPRESENTATIVIDADE NEGRA NA TELEVISÃO, E A DESIGUALDADE DE OPORTUNIDADES PARA AFRODESCENDENTES NA REGIÃO PAULISTANA.


SANTOS, Yuri Bohn¹


RESUMO
O artigo proposto tem em seu início a explicação do que é a palavra representatividade, posteriormente abordando a necessidade do processo de identificação para a população afrodescendente².  Além do mais, debater como esses dois processos são precursores da modificação do seu posicionamento em sociedade. Retratando também, como a falta dela pode implicar psicologicamente e socialmente em sua grande maioria os mais jovens que pertencem ao grupo referido. Por fim, através de dados, demonstrar como a desigualdade de acesso dos negros em relação aos brancos ainda é grande nos veículos de comunicação paulistano nos dias atuais.

PALAVRAS CHAVE
Representatividade; afrodescendente; mídia; televisiva; discriminação;

INTRODUÇÃO
Por mais que os anos se passaram desde a abolição da escravatura no século XIX, o Brasil ainda tem como desafio proporcionar aos afro-brasileiros a igualdade de oportunidades. Principalmente, no quesito de acesso à educação e o mercado de trabalho, que ainda possui muita adversidade e intolerância no que se refere às diferenças étnico-raciais. Sendo assim, os anos perdidos devido a acontecimentos passados, fez com que essa população tenha sido prejudicada para obter seu espaço de forma democrática, em relação à supremacia branca. Que vem sendo questionada pela população negra no contexto atual em que vivemos.
À vista disso, devido ao procedimento de resistência das grandes minorias em sociedade como: Afro-Racial, LGBTQ+³ e Feminina durante décadas, hoje é comum ouvirmos nas diferentes mídias e debates entre esses grupos o termo “representatividade”. Portanto, é necessário entendermos previamente o significado dessa palavra, para exemplificar sua importância ao acesso dos negros nos grandes meios de comunicação paulistana e suas consequências para as gerações futuras.

A LUTA DOS AFRO-BRASILEIROS EM RELAÇÃO AO SEU ESPAÇO NA MÍDIA PAULISTANA 

Tendo em vista o processo de identificação como percursos de deleite para qualquer ser humano, a palavra representatividade traz consigo um grande significado principalmente para a população afro-brasileira em relação aos meios de comunicação: “Liga-se à ideia daquele que representa politicamente os interesses de um grupo, de uma classe ou de uma nação. Ela se concretiza através da ação, adesão e participação dos representados” (AURELIO4 2014). Podemos acrescentar ainda que essa palavra não se refere apenas a questões políticas, mas, na compreensão e reconhecimento das suas características intrínsecas. Ou seja, a falta dela causa não apenas a disparidade da presença afro-racial na mídia, como também problemas psicológicos, principalmente para os mais jovens que consomem o conteúdo proposto sem ao menos se identificar com o que está sendo exibido. Sendo assim, Quando uma etnia ou cultura é desvalorizada, desconsiderada ou mesmo oculta, fica muito difícil para a pessoa se reconhecer como ser desejante diz (OLIVEIRA, Marlene, Psicóloga)5. Consequentemente causando a falta de autoestima e insegurança perante a exclusão social em que são colocadas.
Outro fator que deve ser observado é que “Desde pequeno, a pessoa negra incorpora esse aspecto negativo em si e isso influenciará a postura dela na sociedade” (LADEIRA, Francisco Fernandes)6. O processo de identificação através da representatividade, desencarrega uma importância social muito grande de incentivo para o combate do racismo em diversos âmbitos que está inserida, inclusive na mídia de forma ampla. Podendo resultar o questionamento e a geração de atitudes contra a marginalização que vem sendo posicionadas. Devido a isso, podemos refletir em como o reconhecimento e a igualdade de oportunidade, traz a modificação da maneira de pensar, como também, o agir em sociedade.
Em vista disso, sabemos que a mídia televisa brasileira ainda tem um grande impacto na sociedade atual, ainda mais em relação às classes de poder aquisitivo baixa, onde está localiza em sua grande maioria a população afro-racial. Abordando em quesito de estudo as grandes emissoras da cidade de São Paulo, ainda é necessário um avanço de proporções expressivas em relação à presença de pessoas com origem afrodescendente na mídia. Vemos uma melhora em relação ao que se refere a conteúdos de entretenimento, no entanto, o que se deve ser discutido é a invisibilidade desse grupo em relação ao jornalismo televisivo e programas de cunho educativo presente nesses grandes veículos da capital paulista.
Para demonstrar de forma mais explicativa a falta de presença de negros no meio jornalístico paulistano, uma pesquisa feita pelo site Vaidapé7 no ano de 2017, observando 204 programas televisivos das sete maiores emissoras do país como Cultura, SBT, Rede Globo, Rede Record, RedeTV!, Gazeta e Bandeirantes, e utilizando a Capital de São Paulo para analisar outras programações específicas do que as veiculadas em rede nacional trazendo o seguinte resultado: “Apenas 3,7% dos apresentadores são negros. Em valores absolutos, de todos os analisados, foram apenas 10 apresentadores negros contra 261 brancos” (VIADAPÉ, 2017).
Como resultado, é de pouca probabilidade ver a visibilidade de um afrodescendente nos grandes canais de tv paulistano, como apresenta o seguinte dado: “levando em consideração uma programação de 24 horas que possui apresentadores. Um negro (a) estaria presente em apenas 6 minutos desse período”. (VIADAPÉ, 2017)
I           sso traz o reflexo da desigualdade e discrepância de oportunidades entre as diferentes etnias no mercado televisivo paulistano. Levando em consideração os 3,4% que foram abordados, ainda tem algumas implicâncias maiores como é apresentado na seguinte imagem no que se refere a falta de negros no jornalismo e programas educativos como mencionado anteriormente:


              Figura 1(VIADAPÉ, 27 de junho de 2017) 

Devido à figura acima, é possível refletir em como apesar de apenas 3,4% dos negros fazerem parte da programação paulistana, ainda existe mais discriminação em relação aquelas que já estão inseridos no meio. Então é necessário questionar: Os programas jornalísticos não teriam sua alta credibilidade sendo ministrada por alguém de origem afro? As crianças que assistem aos programas, incluindo as negras, não se sentem impactadas o suficiente para acompanhar se fosse apresentado por um afrodescendente? As exibições educativas não teriam algum sentido contendo um negro como precursor do programa? E por que isso acontece ainda no presente momento?

Considerações Finais
No caso o “ser desejante” abordado anteriormente é percursos das necessidades humanas de obter reconhecimento no meio social que está envolvida. Trata-se da representatividade de uma população rejeitada por décadas, obtendo com isso a oportunidade de estar, fazer, e viver suas essências e escolhas. Sem a repressão de uma “superioridade” étnica.
Portanto, é de responsabilidade social os veículos de comunicação tratados acima em sua grande maioria, mas também todos aqueles não foram referidos, dar espaço para a população afrodescendentes de obter seu espaço perante todos os anos de escuridão e inferioridade que foram colocadas pela sociedade. Tendo também, a extrema importância dos cidadãos em geral observar a capacidade dos negros sem ao menos colocar em questão sua origem histórica e racial como critério de escolha, seja por qualquer atividade, situação ou ambiente em questão.
Ressaltando que não acontece apenas na mídia televisa paulistana, como em qualquer ambiente jornalístico dos principais veículos do país, sendo impresso ou audiovisual9. “Eu conto nos dedos de uma das mãos quantos negros dividem o mesmo espaço de trabalho numa redação”, afirma (CRUZ Cintia 10, do jornal Extra).
Isso implica posteriormente, no processo de identificação da comunidade negra em assimilar que ela pode estar presente na mídia que tem a maior confiabilidade do país, e obtendo os espaços de maior credibilidade com sua capacidade. Porém, ainda existe um grande caminho para combater os impedimentos de conquistar o seu devido espaço, e afrontar toda a intolerância presente nos meios de comunicação.

BIBLIOGRAFIA


PÚBLICA, Racismo no jornalismo e nas redações. Disponível em:  <https://apublica.org/2017/12/racismo-no-jornalismo-e-nas-redacoes/> Acesso em 12 set.2018.

EUGÊNIO, Amauri. O que explica a baixa representatividade de negros na mídia? Disponível em <https://www.almapreta.com/editorias/realidade/o-que-explica-a-baixa-representatividade-de-negros-na-midia> Acesso em 11 set. 2018.

  

PINHEIRO, Ana Carol. Representatividade negra na mídia: estamos evoluindo ou andando para trás? Disponível em: <https://capricho.abril.com.br/vida-real/representatividade-negra-na-midia-estamos-evoluindo-ou-andando-para-tras/> Acesso em 22 set 2018.

SANTANA, Henrique; SALLES, Iuri. Por que os negros não apresentam programas de televisão. Disponível em: <http://vaidape.com.br/2017/06/pesquisa-apresentadores-negros-na-televisao/ > Acesso em 04 set 2018

VASCO, Sttela. A importância da representatividade: Ter personagens que nos façam sentir representadas é mais do que fundamental, é justo. Disponível em <http://noticias.universia.com.br/cultura/noticia/2017/03/23/1150796/importancia-representatividade.html> Acesso em: 04 set. 2018.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

MULHERES NEGRAS NA LITERATURA

MULHERES NEGRAS NA LITERATURA
A FALTA DE REPRESENTATIVIDADE DE ESCRITORAS NEGRAS DENTRO DA LITERATURA BRASILEIRA
JESUS, Stefany Silva DE1


RESUMO
Neste artigo, será abordado primeiramente uma breve história da escravidão dos negros no Brasil, abordando também os vestígios deste acontecimento para as mulheres negras no país. Logo após, será apresentado a obra da escritora brasileira Jenyffer Nascimento, e as suas inspirações para sua escrita. O assunto depois ficará em torno de como está o mercado literário brasileiro em relação às obras de mulheres negras sendo segmentado para falta de representatividade de mulheres negras nas livrarias e em eventos literários como o evento FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty. Ao final, será discutido a importância das obras de escritoras negras para o público que elas pertencem.
Palavras-chave: Representatividade; Escritoras Negras; Ativismo; Mulheres; Mulheres Negras.


INTRODUÇÃO
A literatura é algo muito importante para nossa sociedade. Tanto para trazer conhecimento, quanto para trazer entretenimento, distração. É comum você achar livros escritos por pessoas brancas com histórias onde o negro representa um empregado, faxineiro, jardineiro, profissional do sexo etc. Ou até mesmo livros escritos por pessoas brancas, porém falando sobre pessoas negras. Agora, achar um livro escrito por uma pessoa negra, onde o personagem negro não representa um cargo baixo, ou um livro onde uma pessoa negra diga como é ser afrodescendente no contexto em que vive, é raro. Existem pesquisas que serão apresentadas ao longo deste artigo, que comprovam o que está sendo dito. É nítido a falta de representatividade dentro das livrarias para pessoas afrodescendentes, e principalmente, para as mulheres negras. Mas, apesar de ser um cenário difícil, ele
está em constante mudanças. Neste artigo será apresentado um debate que tem sido levado em consideração sobre esse assunto e mostrará como escritoras negras diante do contexto que vivemos podem ser grandes símbolos de representatividade para as novas gerações.

MULHER NEGRA NO BRASIL
No Brasil, a escravidão foi uma prática comum e aceita que durou cerca de 400 anos. O negro era retratado como algo ruim que serviria somente para mão de obra barata. Tiveram suas culturas e costumes dizimados e foram obrigados a servirem seus “senhores” durante décadas. Somente a partir do século XIX é que o comércio de pessoas passou a ser criticado, e em muitas regiões começou a ser abolido. Os afrodescendentes ainda carregam vestígios desse tempo no seu dia a dia.
A mulher negra, além de servir como mão de obra barata nas regiões que adotaram a escravatura, também era vista como um desejo sexual por ser considerada exótica aos olhos do homem branco. Até hoje, a mulher negra sente um peso maior em relação ao machismo e racismo.
Conforme o tempo foi passando, essas mulheres foram encontrando formas de se expressarem e se destacarem diante do cenário que vivem. E em meio a tantas maneiras de se manifestarem, nós temos a literatura, onde possuímos muitas escritoras talentosas que viraram símbolo de representatividade através de suas obras.



ESCRITORA JENYFFER NASCIMENTO
Jenyffer Nascimento, nasceu em 1984, é uma negra pernambucana feminista, e em sua obra lançada em 2014 “Terra Fértil”, reúne poemas que falam sobre amor, diferenças sociais e orgulho de sua origem. A escritora diz que sua inspiração vem das cenas cotidianas, principalmente as que envolvem machismo e racismo.
Trabalho em escola pública e vejo que o racismo continua se alastrando levando os alunos a negar e se envergonhar da própria identidade. Quem é negro, quer ser moreno. Quem é moreno, acha que é branco e se vê no direito de zoar os colegas.  Estamos em 2014 e tudo isso ainda acontece. Arcaico não? . (NASCIMENTO, Jenyffer).

Ela ainda afirma que, ser escritora e feminista no Brasil é um desafio, se recorda também, de quando foi questionada sobre quantas escritoras negras ela conhecia e já tinha lido. Na época, havia dito que duas ou três aprendida no colonizador da escola.
“Em casa eu nem sabia que era negra. Faz algum tempo que estou a buscar a minha própria história, aquela que não foi contada. Não quero a história que inviabiliza os negros, as mulheres, as mulheres negras. Não quero me reconhecer na história somente pelo viés do escravizado, subjugado.  Eu quero a história que me deixa protagonizar e não aquela que me faz querer negar minha origem, minha cor”. (NASCIMENTO, Jenyffer).


MERCADO LITERÁRIO BRASILEIRO
Quando se trata do mercado literário brasileiro, vemos que é algo predominante de homens brancos, poucos autores negros se encontram nas livrarias, e apesar de ter crescido um pouco o número de escritoras negras, ainda é muito pequeno diante das pessoas brancas, segundo a pesquisa da coordenada pela professora Regina Dalcastagnè, da Universidade de Brasília (UNB). Dalcastagnè diz que historicamente há uma série de questões envolvidas nessa disparidade, mas a permanência do cenário mostra uma especificidade do mercado. “Talvez eles não sejam editados porque são sempre encarados como uma literatura de nicho. Por que a literatura de um homem branco, de classe média, é considerada universal e a de uma mulher negra não seria?” (DALCASTAGNÈ, REGINA). Além disso, segundo a pesquisa de Dalcastagné, a mulher negra é predominantemente retratada como: empregada, faxineira, profissional do sexo. Sendo na maioria das vezes tema da obra, e não a voz, ou seja, a autora.
           A falta de representatividade de mulheres negras no mundo da literatura brasileira, fica claro no evento FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty) que até o ano de 2016 apresentava um número reduzido de mulheres em relação aos homens convidados.
Isso despertou um debate organizado pela SOF (Sempreviva Organização Feminista). Dentre as mulheres negras convidadas para este debate, estava a escritora Jenyffer Nascimento, que junto com as outras requisitadas, debateram sobre a posição e a condição da mulher negra na literatura.
           Este debate levantou questionamentos sobre a definição de literatura, já que poucos dos livros produzidos por escritores e poetas socialmente marginalizados integram o grupo de obras consideradas canônicas. Seguindo essa linha de raciocínio, foi debatido também a questão de que pouco se estuda, nas escolas, autores negros. E menos ainda, mulheres negras. Esse questionamento, demonstrou um problema de representatividade de mulheres negras no contexto literário brasileiro, as escritoras reunidas, afirmaram também, que por conta disso, sentem dificuldade de entenderem suas obras como literatura.
           No Brasil, nós possuímos escritoras afrodescendentes talentosas como, Maria Firmina dos Reis, Carolina Maria de Jesus e Conceição Evaristo. Porém são pouco citadas e mencionadas nos estudos de literatura brasileira, e se comparadas com obras como as de Clarice Lispector e Ana Cristina César, são esquecidas. E isso, dá origem a dificuldade que as escritoras negras têm em compreender o que escrevem como literatura. Durante o encontro, elas levantam os seguintes questionamentos: “[...] como se identificar com um grupo de obras literárias que pouco contemplam a história e a cultura negra no Brasil? Como se identificar com as consideradas escritoras renomadas, se quase não há negras entre elas? [...]”
Apesar de haver essa exclusão das mulheres negras na literatura, às mulheres citadas, são uma influência significativa à nova geração de escritoras negras.
“Gosto de escrever, na maioria das vezes dói, mas depois do texto escrito é possível apaziguar um pouco a dor, eu digo um pouco… Escrever pode ser uma espécie de vingança, às vezes fico pensando sobre isso. Não sei se vingança, talvez desafio, um modo de ferir o silêncio imposto, ou ainda, executar um gesto de teimosia esperança. Gosto de dizer ainda que a escrita é para mim o movimento de dança-canto que o meu corpo não executou, é a senha pela qual eu acesso o mundo”. (EVARISTO, Conceição. Gênero e etnia).

IMPORTÂNCIA DAS OBRAS DE ESCRITORAS NEGRAS
Jenyffer Nascimento é uma de muitas escritoras que escreve sobre suas histórias e procura por reconhecimento dentro de seu ambiente de trabalho. Diante de pesquisas realizadas, fica claro como ainda existe muito preconceito em diversas áreas de trabalho em relação a mulher negra. Escritoras como Jenyffer, tem tentado se destacar apesar de sua cor, falando sobre a questão da mulher negra e das causas sociais, sendo consideradas hoje um grande exemplo de representatividade para as mulheres que pertencem ao mesmo grupo que elas e já passaram ou ainda passam pelas situações que apresentam em seus livros. Além de conseguir através de suas obras, conscientizar o outro em relação ao preconceito que sofre. Em tempos de tamanha intolerância, é muito importante aprendermos sobre pessoas que através de um livro conseguem ser inspiração para outras pessoas.
Além do mais, existem diversos segmentos de livros escritos por este público, que merecem o devido reconhecimento e estudo.



CONSIDERAÇÕES FINAIS
Mulheres negras em grande parte da história foram vistas como escravas, objetos sexuais, revoltadas, inseguras e vários outros termos que foram atribuídos a essas parcelas de mulheres. Na profissão se torna mais difícil se destacar quando se é mulher e se é negra. A escritora apresentada neste artigo é apenas uma de muitas outras que lutam para que tenham sua voz ouvida e entendida. Se destacar no mundo literário quando se é mulher e negra não é algo fácil como vimos nos dados levantados, pequena parcela dos livros são escritos por pessoas negras, um pouco maior é a parcela de mulheres negras que escrevem. É importante que a vozes de mais escritoras negras sejam escutadas para termos mais conscientização entre as pessoas.
Escrever como ato de empoderamento é consequência do exercício dessas escritoras que, ainda que excluídas, resistem ao esquecimento quando registram em seus relatos, contos, crônicas e poemas a voz da mulher negra: a autoria conquistada de contar a própria narrativa, o poder de tingir as palavras com suas próprias dores, solidão e amores. Acessar o mundo, como diz Conceição Evaristo, e abrir as portas para que mais mulheres negras o integrem também.


REFERÊNCIAS

História da Escravidão. Disponível em <https://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/historia-da-escravidao-exploracao-do-trabalho-escravo-na-africa.htm>. Acesso em: 16 de setembro de 2018.
Escravidão no Brasil. Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/escravidao-no-brasil/>. Acesso em: 16 de setembro de 2018.
Grandes Escritores Negros. Disponível em: <https://www.caferadioativo.com/2017/11/5-grandes-escritores-negros-mudaram-historia-literatura-moderna/>. Acesso em: 15 de setembro de 2018.
Autoras Negras que marcaram o feminismo. Disponível em <https://blog.estantevirtual.com.br/2018/03/15/7-autoras-negras-que-marcaram-o-feminismo/>. Acesso em: 15 de setembro de 2018.
Escritores negros buscam espaço em mercado dominado por brancos. Disponível em: <
Cultura. Disponível em: <https://brasil.elpais.com/brasil/2018/05/21/cultura/1526921273_678732.html> Acesso em: 13 de setembro de 2018.
Feminista e negra Jenyffer Nascimento. Disponível em: <https://blogueirasfeministas.com/2014/11/07/feminista-e-negra-jenyffer-nascimento-estreia-com-terra-fertil/> Acesso em: 13 de setembro de 2018.
A voz narrativa silenciada, mulheres negras na literatura. Disponível em <http://www.revistacapitolina.com.br/a-voz-narrativa-silenciada-mulheres-negras-na-literatura/> Acesso em: 09 de setembro de 2018.